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ÍNDIA

ÍNDIA

  • Local: india
  • Categoria:
  • Visita: 13 Aug, 2015

O Estado da India foi um dos grandes símbolos da gesta guerreira da nobreza portuguesa. Extendia-se desde a região do Cabo (África do Sul ) até ao confins da Ásia, abrangendo também a Oceania. No imaginário português representou também um espaço de diálogo e confronto de religiões, onde o cristianismo travou uma luta titânica para se impôr.

Séc. XVI

Quando Vasco da Gama chegou à India em 1498, encontrou uma região profundamente dividida, onde o Império Mongol emergia como a potência em ascensão. Depois de 1526 cerca de dois terços da India farão parte deste Império.

Em clara inferioridade númerica, mas sem rivais nos mares, a estratégia dos portugueses foi a de dominaram o litoral, construíndo ao longo das costas da India uma redes de fortalezas, à volta das quais acabaram por surgir muitas cidades indianas.

Esta estrutura militar era acompanhada pela construção de igrejas e difusão de missões religiosas.

Principais cidades portuguesas no século XVI:

Região do Norte

– Diu (1535 -1961)

– Damão (1539 -1961)

– Goa (1510 -1961).

– Bombaim (1534 -1661).

– Chaúl (Revdanda). A 100 km de Bombaím (1521-1739/40)

– Baçaim. A 70 km de Bombaim (1536-1739/40).

Região do Malabar:

– Cochim (1503-1663). Em 1663 a fortaleza foi tomada pelos holandeses que destruíram todas as igrejas locais, com excepção da Igreja de S. Francisco.

– São Tomé de Meliapor (1523-1640)

– Cranganore ou Cranganor (Kodungallor): (1536-1663)

Nos séculos XVI e XVII, os portugueses exploraram todo o sub-continente indiano, fazendo um levantamento exaustivo dos seus povos, tradições e reinos.

Desde que chegaram à India que todos os anos saíam de Lisboa navios rumo a esta região, naquela que foi uma das mais antigas e seguramente a mais longa carreiras da história na navegação a nível mundial. Dois anos levava um navio a ir e vir da India. É impressionante a lista dos navios que naufragaram e dos portugueses que morreram nestas viagens.

Séc. XVII

Devido à destruição da marinha de guerra portuguesa durante a ocupação do país pela Espanha (1580-1640), a defesa do Estado da India torna-se vunerável às investidas dos muçulmanos e dos protestantes Holandeses e Ingleses.

Após terem recuperado a independência, em 1640, os portugueses constatam que já não possuem grande parte das suas possessões e não têm meios para defenderem a quase totalidade das que ainda lhes restam no Oriente. A sua estratégia foi a de se concentrarem num número reduzido de regiões com uma forte carga simbólica, mas também onde havia um forte implantação do cristianismo. O Estado da India reduz-se praticamente a Goa, Damão, Diu e Bombaim.

A cidade de Bombaim foi dada pelos portugueses aos ingleses, em 1662, como contrapartida pelo seu apoio na guerra que Portugal travou contra a Espanha (1640-1668).

Séc. XVIII

Apesar da situação ser muito complexa, o território de Goa é triplicado. Portugal adquire aos maratas os enclaves de Dadrá e Nagar Aveli ( 1779-1954 ), situados no actual Estado do Gujarat.

Séc. XIX

A presença de Portugal na India está longe de ser simbólica, sobretudo em Goa. Em 1843 Pagim passa a ser a nova capital do Estado Português da India.

Séc. XX

Após a IIª. Guerra Mundial (1939-1945) desenvolveu-se na India um movimento nacionalista que conduziu à expulsão dos ingleses (1947) e à formação da União Indiana (U.I.).

Nos anos 50 seguiu-se a expulsão dos portugueses dos territórios que aí ocupavam. Em 1953 a U.I. decreta um bloqueio económico aos territórios portugueses. Um ano depois, a 2 de Agosto ocupa os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli.

Para ultrapassar o isolamento, em 1955, Portugal constrói os aeroportos em Dabolim (Goa), Damão e Diu, fundando uma companhia aérea (TAIP-Transportes Aéreos da Índia Portuguesa).

A situação torna-se insustentável. Em 1961 Goa, Damão e Diu são ocupadas pela U.I. A ONU condena a ocupação, sendo resolução que exigia a retirada das tropas indianas vetada pela URSS (1961).

A partir dos anos 60 os nacionalistas indianos começam um destruição sistemática de tudo que possa testemunhar a sua presença dos portugueses na região.

Depois do 25/4/1974, as relações diplomáticas que haviam sido cortadas desde 1964 voltaram a ser retomadas, reconhecendo Portugal a soberania da U.I. sobre os territórios que a mesma havia ocupado em 1954 e 1961.

Como reconhecimento do legado católico, em 1986, o Papa João Paulo II visita Goa.

No ano seguinte, passa a ser o 25º estado da União Indiana e o concani é reconhecido como língua oficial de Goa.

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