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Forte de Mannar

Forte de Mannar

  • Local: mannar
  • Categoria:
  • Visita: 28 Jul, 2015

O primeiro estabelecimento português no reino de Jaffna, no norte de Ceilão (hoje Sri Lanka), deu‐se na Ilha de Mannar, onde trabalhavam desde a década de 1540 missionários do Padroado Português do Oriente.

A presença militar na Ilha de Mannar remonta a 1560, ano da campanha de Constantino de Bragança contra o rei de Jaffna.

Manuel Rodrigues Coutinho, primeiro capitão da fortaleza, encaminhou para as redondezas algumas centenas de pescadores paravas da Costa da Pescaria, incluindo moradores de Punicale.

A fortaleza de Mannar servia para pressionar o rei de Jaffna, controlar a navegação no Golfo de Mannar e a pescaria do aljofre, e ainda para socorrer a praça de Colombo.

Mannar foi também o centro de um sistema tributário que os portugueses estabeleceram no norte e leste de Ceilão ao longo das décadas de 60, 70 e 80 de Quinhentos, conforme mostra o regimento da fortaleza, dado em 1582.

O forte em si aparece nas fontes iconográficas portuguesas do século XVII como um edifício quadrangular dotado de três baluartes, com forma e posição aparentemente idênticas às da atual fortaleza.

Numa visita aprofundada pode-se verificar in locco as alterações efectuadas pelos holandeses aquando da tomada deste forte em 1658.

O forte, globalmente bem conservado, situa‐se na ponta oriental da Ilha de Mannar, junto ao canal que a separa da terra firme e à ponte que estabelece a ligação entre as duas. Nota‐se o aspecto particular do pano de muralha oriental, construído num aparelho mais irregular que as outras partes do forte e dotado de ameias que poderão remontar ao período português. As restantes partes, incluindo os baluartes, ostentam um aparelho muito regular, de aspecto mais moderno. É portanto possível que os holandeses tenham melhorado ou remodelado toda a estrutura, à exceção do pano de muralha oriental.

Contudo, é precisamente num dos baluartes (no canto nordeste) que existe uma guarita circular de aspecto português. Junto à muralha oriental dotada de ameias situa‐se, no interior da fortaleza, a ruína de uma igreja que poderá também datar do período português, onde se distinguem, na face meridional, um altar ladeado de duas portas em arco completo para acesso à sacristia.

Algumas partes destas estruturas mais pequenas constituem‐se de um aparelho miúdo e irregular de pedra e cal.

 

fonte:

Hpip e Hernani Cardoso

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