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CALCUTÁ

CALCUTÁ

  • Local: calcuat
  • Categoria:
  • Visita: 27 Feb, 2016

Em 1690, os ingleses estabeleceram‐se nas três aldeias que viriam, mais tarde, a dar lugar à cidade de Calcutá. Estas aldeias localizavam‐se a cerca de quarenta quilómetros a sul de Hooghli e desde meados do século XVI que os mercadores portugueses aí fixavam residência temporária. Entre aqueles que se transferiram para a nova feitoria britânica contava‐se uma comunidade significativa de indo‐portugueses ou portugueso‐descendentes.
Apoiados por missionários agostinhos, aqueles prontamente fundaram uma primeira igreja, sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário. Esta estrutura, destruída após três anos, foi reconstruída em 1700 na zona de Murghibatta (Bazar das Galinhas), onde morava a comunidade de portugueso‐descendentes. Próximo desse local, iniciava‐se à altura o primeiro Forte William de Calcutá. A igreja beneficiou de obras em 1720, conforme constava de uma inscrição na fachada. Era construída em tijolo e iluminada por janelas abertas próximo da cobertura, sendo descrita como de “estilo ibérico simples”.
Com o saque da cidade pelo nababo de Bengala, Siraj Ud Daulah, em 1756, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi pilhada e um ano mais tarde, com o regresso dos ingleses, transformada em igreja protestante. Esta situação manteve‐se até 1760, quando os missionários do padroado foram reinstalados.
Em 1797, a igreja foi completamente reconstruída segundo projeto do arquiteto inglês Thomas Sayrs. A família Barretto, da comunidade de portugueso‐descendentes de Calcutá, contribuiu para o financiamento das obras, concluídas em novembro de 1799. Atualmente é conhecida como a Catedral de Calcutá, mantendo muito pouco – ou nada – da estrutura de 1700.
Existem ainda duas outras estruturas religiosas construídas pelos missionários portugueses em Calcutá: a Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Bhoitakhana ou Boitaca (1810) e a Igreja do Sagrado Coração de Jesus (1834). Contudo, estes edifícios dificilmente poderão ser considerados património de origem portuguesa, visto refletirem a influência dominante da administração colonial britânica sobre uma comunidade praticamente desligada do Estado da Índia Portuguesa.

fonte
HPIP

 

Comentários

Enyrsste no BLACK FORT? Esse é o original portugues que ainda está em uso

Acho que sim. Nem sabia que havia mais que um. Este está ocupado, tem polícia, um hotel, lojas. Caiu uma chuvada torrencial dum minuto para o outro e fui tomar chá. 🙂

Hoje estive no forte em Gaulle e lembrei-me de ti. 🙂

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