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HÁ DIAS ASSIM…

HÁ DIAS ASSIM…

on 12 Jun, 2017 in Notas soltas

E de repente, o que se mostrava ser uma indisposição intestinal transformou-se num pesadelo. Depois de ter sofrido de desidratação extrema no sudeste da Austrália acompanhada de ingestão de águas inquinadas (na Austrália, imaginem) decidi ir restabelecer-me em Goa e aproveitava a passagem do verão australiano para voltar ao “ataque”. O problema foi que tudo se agravou ao ponto de ter preparado um testamento ad hock para fazer face ao que estava para vir. Com a insistência da minha prima Nanda acabei por, num rasgo de esperança, comprar uma passagem aérea à ultima hora de Goa para Lisboa, Eu só queria estar em Lisboa. Saí de Goa em muito “mau estado” mas ainda pelo “meu pé” o que já não aconteceu daí para a frente. Na chegada a Muscate (Omã) tive de ser transportado de cadeira de rodas para o posto de emergencia médica no aeroporto onde permaneci até ao voo para Lisboa com escala em Istambul (Turquia). O voo não foi fácil, desmaiei e graças à prontidão do pessoal de bordo restabeleci-me minimamente para aguentar a transferência de voo em Istambul e chegar a Lisboa onde os meus amigos Carlos e Pedro estavam à minha espera para me transportarem para o Hospital das Forças Armadas, no Paço do Lumiar. Eu parecia um morto-vivo e numa consulta de rastreio ealgumas análises/rx dei entrada num dos quartos de uma das enfermarias. Estive no Hospital cerca de 1 semana sempre com a presença fantástica de amigos/as que já não via há muitos anos e sempre medicado e com rastreio diário da situação. Veredicto final, além das “mazelas” da desidratação giardia originada pela “famosa” água australiana e agravada depois em Goa. A giardia é um virus que ataca os intestinos e que pode levar à morte, daí eu ter a sensaçao que nao durava muito mais quando saí de Goa. O facto é que depois de toneladas de comprimidos e de soro com ferro, depois de muitas feijoadas, francesinhas, dobrada e cozidos à portuguesa, estou de volta a Goa, a minha “base” para voltar ao ataque do deserto australiano e prosseeguir viagem. Esta pausa serve para me recompor a 100%, planear os anos vindouros e “gozar” da minha casa nesta que foi a Pérola...

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ESTOU DE VOLTA…

ESTOU DE VOLTA…

on 19 Apr, 2017 in Notas soltas

Depois de uns meses, digamos quase 1 ano, sem postar no meu website por motivos técnicos que não consegui resolver ao longo da viagem, aproveitei esta minha estada forçada em Portugal para resolver todos os problemas técnicos e voltar a escrever regularmente, espero, algumas notas de viagem. Não vão ser notas exaustivas, essas ficarão guardadas para algo mais “volumoso” no fim da aventura, mas alguns apontamentos sobre temas variados. Para tràsficaram quase 3 anos (20MAI2014 – 20MAI2017) de viagem pela Europa, África, Médio Oriente, Ásia, Extremo Oriente e Oceania. Pela frente continuarei na Oceania, Ásia, Extremo Oriente e as...

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GOA, que nacionalidade portuguesa?

GOA, que nacionalidade portuguesa?

on 18 Oct, 2015 in Notas soltas

Em Goa somos confrontados com imensos goeses, novos ou velhos, que exibem o Bilhete de Identidade Português. Fico contente por eles, afinal de contas eles são portugueses também. Mas que tipo de portugueses? Enquanto que os mais velhos, alguns deles nascidos antes da invasão indiana de Dezembro de 1961, falam português os mais novos não sabem pronunciar 1 única palavra em português. Se eles têm direito a serem cidadãos portuueses? Sim, se descenderem de portugueses, claro que sim. Mas que raio de cidadãos portugueses estamos nós a “criar”? Portugueses que nem português sabem falar? Não deveria ser exigido, mesmo a descendentes de pais/mães portugueses saber, no mínimo falar português? É que arriscamo-nos a termos um Ministro qualquer que sendo-o por direito próprio não saiba dizer nem o nome do seu partido em português. SOU CONTRA este tipo de cidadãos portugueses, de segunda classe. Exija-se a eles que para além de terem de provar que descendem de portugueses devem provar que SABEM FALAR A LINGUA DE CAMÕES!...

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GOA – uma cultura em vias de extinção

GOA – uma cultura em vias de extinção

on 8 Oct, 2015 in Notas soltas

Goa é para a História de Portugal, dos Descobrimentos e da expansão da Fé Católica na Ásia um marco histórico. Tudo passou por Goa, hoje um Estado da União Indiana com cerca de 4.000km2 de superfície. Em Goa fala(va)-se o Konkani (língua nativa) e o português até que em 19 de Dezembro de 1961 a Índia invadiu os territórios do então Estado Português da Índia (Goa, Damão e Diu) e começou a introduzir forçadamente o Hindi e o Inglês. A Goa de hoje é muito diferente daquela que trespassa para o turista, é uma Goa que sofre a Indianização, ou seja, os Goeses já não são a maioria populacional, mas os indianos de outros estados, a religião católica já não é a principal religião do estado, mas a religião hindu e o konkani já não é ensinado nas escolas, sómente falado em casa com as familias e entre goeses. E como se chegou a esta situação? Os goeses, com a possibilidade de adquirirem o Passaprte e a nacionalidade portuguesa (sem que muitos deles saibam uma palavra de português) debandaram outras paragens: Grã-Bretanha, Canadá, EUA, Kuwait, Emirados, etc…. deixando para trás um vazio que foi ocupado por indianos vindos de outros estados e importando com eles a “sua cultura”: a cultura que inclui a língua (Hindi), a religião (Hinduismo) e o modo de vida que é completamente diferente do modo de vida Goês. Basta passear a pé pelo típico bairro das Fontaínhas para nos apercebermos a “invasão”: os goeses mantêm as suas casas com a arqitectura tradicional e em bom estado de conservação e limpeza, enquanto que os não goeses alteram a arquitectura implantando verdadeiros “mamarrachos” nas casas senhoriais e a desordem e sujidade inerentes ao seu modo de vida. O mesmo se nota na condução: os goeses não buzinam, os não goeses nasceram com a buzina mas mãos, e nos camiões, regra geral, exibem nas traseiras tabuletas a apelar à buzina “PLEASE ONK”. Depois de terem deixado de ser a maioria étnica no seu próprio Estado, os goeses, são agora cada vez mais uma minoria silenciosa. Não conseguem empregos no Estado pois esses são ocupados por indianos de outros estados em seu detrimento, os lugares nas escolas e nos Institutos/Universidades são “reservados”...

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A mentira da verdade

A mentira da verdade

on 18 Jul, 2015 in Notas soltas

Ou: de como os holandeses fizerem “deles” fortes que foram construídos pelos portugueses, muitas décadas antes… O actual Sri Lanka, conhecido pelos romanos como a Taporbana e pelos portugueses como Ceilão foi “pouso” dos portugueses no fim do séc XVI e principios do séc XVII. Para o então Ceilão, os portugueses trouxeram a sua maneira de “povoar” ou seja vindo em missão de negócios, como sempre aconteceu durante as descobertas, mixegenaram-se com a população local e difundiram a lingua e o cristianismo. Para reforçar a sua presença territorial construíram fortes ao longo da costa da ilha, a saber: NEGOMBO COLOMBO GALLE MATARA BATTICALOA TRINCOMALE e a lista continua assim que eu continuar a visitar os restantes fortes. Se lerem com atenção a versão “oficial” da história de cada forte todos eles têm algo em comum: Foram construídos pelos portugueses, capturados pelos holandeses, destruído por estes e reconstruídos de novo pelos holandeses. Até aqui, tudo bem, o pior é quando chegamos ao local e vemos “in loco” as fortificações. Se no caso de Negombo do forte já quase nada exista, a não ser a muralha da entrada principal, construída num estilo tipicamente português, mas com a frontaria da entrada modificada para o estilo e inscrições holandesas, nos restantes fortes chega a ser ridicula a dita “história holandesa”. Comecemos pelo forte de Galle, uma vez que o forte de Colombo já não existe. O Forte de Galle situa-se numa pemínsula que se situa entre a baída da cidade e o mar, daí uma localização ideal para a construção do forte. Os portugueses construíram uma muralha fortificada que delimitava e bloqueava o acesso de terra à península e alguns bastiões ao longo da península. Na altura foi tambem iniciada a construção de um fosso ao lonfgo da muralha de modo a dificultar o acesso à peninsula onde se construiu um forte, que hoje os locais designam por BLACK FORT e que está ocupado pelo Posto do Superintendente da Polícia da zona Sul do Sri Lanka, logo o acesso é proíbido. Quando os holandeses se apoderaram do forte, eles NÃO DESTRUÍRAM O FORTE (seria um acto de loucura destruir um forte para voltar a construi-lo na mesmo local e com a mesma planta)...

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O Sri Lanka é um perigo para mim

O Sri Lanka é um perigo para mim

on 7 Jul, 2015 in Notas soltas

Quase tudo no Sri Lanka me lembra a minha juventude em Angola: São os cheiros, o modo de vida, a paisagem, os alimais, os frutos, os peixes, as pessoas (embora estas com a tez mais clara), o repentino desabar de uma tempestada tropical e o regresso do sol e do calor, o cheiro a terra molhada…..tudo…. Nas últimas semanas tenho andado com um dilema que me ocupa a cabeça enquanto pedalo: devo desistir e assentar arraiais ou continuar? O meu coraçao diz para ficar, a minha cabeça para...

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